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Eleição e bolsa

Dia seguinte ao 2º turno teve queda em 4 de 6 eleições desde 2002; entre os turnos, alta em 5 de 6

Doze meses depois do 2º turno, o Ibovespa foi de −17% a +81%: a eleição mexe com os dias, mas não decide o ano.

o que isso significa
Uma eleição muda as expectativas sobre juros, gastos do governo, estatais e regras para as empresas, e o mercado tenta antecipar o resultado. Os preços se mexem enquanto existe dúvida: cada turno tira um pedaço da incerteza, e o primeiro pregão depois do voto é quando essa informação nova entra nos preços. Quando o 2º turno define o vencedor, a dúvida que movia as cotações acaba, o que ajuda a entender por que o dia seguinte a ele caiu em 4 de 6 eleições.
O padrão tem exceção: em 2014, o Ibovespa caiu 4,8% entre os turnos, ao contrário da maioria. São só 6 eleições, uma amostra em que um único caso muda a média inteira, e cada uma teve seu contexto de juros, mundo e crise. O sinal mais claro é o último: 12 meses depois do 2º turno, o índice foi de −17% a +81%, porque quem decide o ano são os juros, o lucro das empresas e o resto do mundo.
6 eleições, quatro momentos
a variação do Ibovespa em cada fase, desde 2002
O padrão mais repetido está nos dias: o primeiro pregão depois do 1º turno subiu em 5 de 6 eleições, e o período entre os turnos subiu em 5 de 6. Já o dia seguinte ao 2º turno caiu em 4 de 6: quando o resultado sai, a dúvida que movia os preços acaba.
A agitação aparece antes do voto: a volatilidade do Ibovespa nos 30 dias antes do 1º turno ficou acima da média do ano anterior em 4 de 6 eleições. Em 2026, ela está em 15% ao ano, contra 18% no ano anterior. E o Ibovespa fez +11,4% nos 3 meses antes do 1º turno de 2026.
Ver o risco do mercado ao vivo
o termômetro e a volatilidade de hoje, que pesam mais que a data

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