Fatores: o que as colunas dos Rankings medem
Momentum, tendência, baixa volatilidade, qualidade, valor e dividendos. Cada fator aparece nos Rankings em mais de uma coluna, e saber quais colunas repetem a mesma pergunta muda o que você lê nelas.

A ideia: fator é um jeito de agrupar
Por que um grupo de ações rende diferente de outro? Parte da resposta é a sorte de cada empresa. Parte é uma característica que o grupo tem em comum: subiu forte no último ano, é barato em relação ao lucro, oscila pouco, paga dividendos. A pesquisa chama essas características de fatores, e passou cinquenta anos medindo quais delas explicam retorno.
Os Rankings do Quantor não têm uma coluna chamada "fator". Têm colunas que medem fatores, várias vezes cada um. Antes de usar uma, vale saber qual fator ela mede e quais outras colunas medem o mesmo. Duas colunas que fazem a mesma pergunta não são duas opiniões sobre o papel. São uma opinião contada duas vezes.
As colunas de cada fator
| Fator | O que pergunta | Colunas nos Rankings |
|---|---|---|
| Momentum | quanto o papel subiu, contra o risco normal dele | IQ |
| Tendência | para que lado o preço está | régua, dist. à média 5 m, position force |
| Baixa vol | quanto susto o papel dá | vol anual, beta, pior queda, sharpe |
| Qualidade | quanto a empresa lucra sobre o capital | ROE, ROIC, margem líquida |
| Valor | quanto você paga pelo lucro e pelo patrimônio | P/L, P/VP |
| Dividendos | quanto do preço volta em proventos | DY, e os métodos de Bazin e Barsi |
Três fatores olham o comportamento do preço; três olham o balanço e os proventos da empresa. O botão "indicadores" dos Rankings liga e desliga cada coluna.
Momentum. A força Quantor de 6 e 12 meses mede o tamanho do movimento contra o risco normal do papel, e o Índice Quantor (IQ) é o momentum ajustado ao risco da casa, de −100 a +100 (as duas fórmulas são proprietárias). A PETR4 tinha IQ +50.
Tendência. A régua diz se o fechamento do mês está acima da média de 5 meses; a distância à média diz quanto; o position force conta, em 84 pregões, quantos dias as médias diárias estiveram em ordem de alta. É o fator que vira primeiro.
Baixa vol. Volatilidade anual, beta (quanto o papel amplifica os movimentos do Ibovespa), pior queda do último ano e sharpe (retorno por unidade de oscilação). Quanto menos susto, melhor no fator.
Qualidade. ROE e ROIC dizem quanto a empresa lucra sobre o capital; a margem líquida, quanto de cada real vendido vira lucro.
Valor. P/L (preço dividido pelo lucro por ação) e P/VP (preço dividido pelo patrimônio por ação): menores são mais baratos. A PETR4 tinha P/L de 5,0; a WEGE3, de 33,7. Empresa com prejuízo não tem P/L: fica fora da ordem.
Dividendos. O DY diz quanto do preço voltou em proventos nos últimos 12 meses. Os métodos de Bazin e de Barsi, nas colunas dos mestres, perguntam também há quantos anos a empresa paga.
Duas ações, duas histórias
| PETR4 | MGLU3 | |
|---|---|---|
| Régua | alta há 3 meses | alta há 1 mês |
| Retorno 30 dias | +12,7% | +43,5% |
| Retorno 12 meses | +65,1% | −35,4% |
| IQ | +50 | −57 |
| Pior queda 12 m | −22% | −65% |
| P/L · ROE | 5,0 · 27,7% | 58,1 · 0,8% |
Valores dos Rankings em 29/09/2026. Não é recomendação.
Na PETR4, os fatores do preço concordavam: régua em alta e IQ alto. A MGLU3 mostra a discordância. O papel subiu 43,5% em 30 dias, o bastante para virar a régua para alta. Mas em 12 meses caía 35%, com uma queda de 65% no caminho: o IQ continuava negativo. A tendência viu o repique; o momentum, a queda de fundo. As duas estão certas, cada uma no seu prazo, como na aula anterior.
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