Seu processo quant em uma página
Pergunta, taxa-base, prazo, regra escrita, tamanho, saída e diário. Sete linhas que cabem numa folha e que você preenche antes de apertar o botão, não depois.

A ideia: o processo é o que sobra quando a história acaba
Toda decisão de investimento começa com uma história. A empresa nova, o papel que caiu demais, o recorde da bolsa, a dica do amigo. As histórias são inevitáveis e às vezes certas. O problema é que elas chegam com a conclusão pronta, e a conclusão chega antes da conta.
Esta trilha mostrou seis ferramentas para colocar a conta antes. Esta aula junta as seis num roteiro. Não é uma fórmula que decide por você. É uma ordem de perguntas que impede você de pular as chatas.
A folha

Sete linhas. Cada uma cabe numa frase. Se alguma ficar em branco, a decisão espera.
1. Pergunta. Transforme a frase em algo contável. "Caiu demais" vira "caiu 50% ou mais em 12 meses". "A bolsa está cara" vira "o Ibovespa está no recorde". Sem isso, não há o que medir.
2. Taxa-base. Quantas vezes aconteceu, e o que veio depois, na mediana, na dispersão e com o número de episódios ao lado (aula 1). Compare com um caso qualquer no mesmo prazo. É a âncora: o resto da análise ajusta a partir dela.
3. Prazo. Em que relógio a sua tese joga? Na B3, quem mais subiu num mês rendeu menos no mês seguinte; de 3 a 12 meses, a tendência seguiu; em cinco anos, voltou (aula 2). Se a sua tese é de meses, o que acontece na próxima semana não é informação sobre ela.
4. Regra escrita. O que faz você entrar, numa frase, escrita antes de abrir o gráfico de novo (aula 5). Se a regra usa um número, diga por que aquele número. Se usa um fator, diga em que ano ele costuma falhar (aula 4). Se usa um número do Quantor, diga o que ele não mede (aula 6).
5. Tamanho. Quanto você pode perder sem abandonar a regra? A aula 8 da Matemática do investidor dá o atalho: um papel que oscila 60% ao ano entra com metade do tamanho de um que oscila 30%. A aula 9 lembra que até uma regra boa erra a maioria das vezes, e o tamanho precisa aguentar a sequência de erros.
6. Saída. Duas saídas, escritas antes: a do preço (o mês fechar abaixo da régua, por exemplo) e a da tese (o fato que, se acontecer, mostra que você estava errado). A do preço funciona mesmo quando você não percebe que a tese quebrou.
7. Diário. Data, motivo, como você estava (calmo, ansioso, com medo de ficar de fora) e a data da revisão. A aula 7 da trilha Mente de ferro traz o modelo completo e as quatro caixas da revisão. O diário é o que transforma decisões soltas em um processo que dá para melhorar.
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