A Nota Fundamentos: o número que não decide nada
A Nota Fundamentos passa cada empresa por 30 checagens de tudo o que esta trilha ensinou a ler. Ela não diz o que comprar. Diz quais balanços merecem as suas próximas três horas e quais podem sair da mesa em três minutos.

A ideia: a nota escolhe o que ler, não o que comprar
Ao longo desta trilha, você aprendeu a ler as três demonstrações, as margens, o ROE e o ROIC, a dívida, o capital de giro, o goodwill, o release e os múltiplos. Fazer tudo isso direito leva horas por empresa. A bolsa brasileira tem quase 400 ações.
A Nota Fundamentos do Quantor existe para resolver esse problema de tempo. Ela faz, em cada empresa, as perguntas que as aulas anteriores ensinaram a fazer, e mostra quantas passaram.
A nota não substitui a leitura do balanço. Ela escolhe quais balanços merecem a sua leitura. Nota baixa é motivo para parar de olhar; nota alta não é motivo para comprar.
Como a nota é montada
A nota são 30 checagens de sim ou não, divididas em cinco fatias de seis, desenhadas como uma mandala: cada fatia tem seis anéis, e cada checagem que passa acende um anel, do centro para fora. No miolo fica a nota, numa escala de 30 (nenhuma checagem) a 85 (todas).
- Valor: quanto você paga. P/L, P/VP e EV/EBITDA contra o mercado, o setor e a própria história. É a aula 9.
- Qualidade: quanto a empresa rende e se o lucro é de verdade. ROE, ROIC, lucro em cinco anos seguidos, lucro que vira caixa. São as aulas 1 a 4.
- Crescimento: receita, lucro e lucro por ação crescendo, e com constância.
- Saúde: se o balanço aguenta um ano ruim. Dívida sobre EBITDA, dívida sobre patrimônio, liquidez corrente, caixa contra a dívida de curto prazo. São as aulas 5 e 6.
- Dividendos: se paga, há quanto tempo e se o pagamento cabe no lucro.
As 30 checagens ficam abertas na tela, cada uma com o número que decidiu. Veja na Petrobras, em setembro de 2026: nota 63, com 18 das 30 checagens acesas.
A qualidade estava cheia, 6 de 6: ROE de 27,7%, ROIC de 15,4%, lucro em oito anos seguidos e caixa operacional de 161% do lucro. O valor, 4 de 6: P/L de 5,0 contra 10,4 do mercado. O crescimento, 1 de 6: a receita caía 1,9% ao ano em três anos. A saúde, 3 de 6: a dívida líquida cabia em 1,1 vez o EBITDA, mas a liquidez corrente era de 0,85 (menos de R$ 1 de ativos de curto prazo para cada R$ 1 a pagar em até um ano). Os dividendos, 4 de 6.
Uma empresa rentável, barata, que não cresce e tem o curto prazo apertado. O desenho diz isso antes de qualquer número.

Print da parte Fundamentos da PETR4 em 29/09/2026. (1) A nota, 63, com 18 das 30 checagens. (2) A fatia qualidade, cheia. (3) A fatia crescimento, com 1 de 6. (4) As checagens de cada fatia, abertas, com o número que decidiu cada uma.
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