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Catorze abas, catorze perguntas: o mapa do Quantor

Quem abre a plataforma procurando "o que comprar" se perde entre as telas. Quem abre com uma pergunta na cabeça resolve em trinta segundos, porque cada aba responde uma pergunta só.

por Vinícius Rosa5 min de leituraatualizada em
Catorze abas, catorze perguntas: o mapa do Quantor

A ideia: você não precisa de catorze telas, precisa da pergunta certa

A primeira visita a qualquer plataforma de investimento costuma ser igual: você clica em tudo, vê gráficos, tabelas e números coloridos, e sai sem saber o que fazer com nada daquilo. O problema não é falta de informação. É falta de pergunta.

No Quantor, cada aba responde uma pergunta, e só uma. Quando você abre a tela sem a pergunta, vê dados. Quando abre com a pergunta, vê uma resposta. A aula anterior mostrou o que o Quantor é: um motor que mede, não uma casa que opina. Esta é o mapa.

O mapa: quatro grupos, na ordem da leitura

As abas ficam na barra lateral (no celular, na barra de baixo), em quatro grupos:

As catorze abas do Quantor, em quatro grupos, com a pergunta de cada uma

Cada cartão é uma aba. O nome em negrito é o que aparece na barra lateral; embaixo, a pergunta que ela responde.

Mercado, o curto prazo. Mercado hoje (como está o dia: índices, dólar, mapa de calor e notícias), Futuros (o que negocia enquanto a B3 está fechada), Risco (quanto medo há), Fluxo (quem compra e quem vende na B3: estrangeiro, institucional, pessoa física), Aluguel (quem está vendido num papel) e O que mudou (o que trocou de estado desde o pregão anterior).

Cenário, o pano de fundo. Juros (Selic, curva e juro real, aqui, nos EUA e no mundo), Dólar (o real contra o dólar e o dólar contra o mundo), Macro (em que fase a economia está, cruzando crescimento e inflação) e Mundo (96 ativos do mundo na mesma régua).

Papéis, onde a leitura vira nome. Analisar papel (um papel por inteiro, em cinco partes: Resumo, Técnica, Fundamentos, Ultra e Notícias), Rankings (a bolsa inteira em listas prontas) e Carteira (a sua, medida). As três ficam no topo da barra lateral, logo abaixo do Início, porque são as mais usadas.

Aprender. A Academy, onde você está agora.

A tela, na barra lateral

A aba Mercado hoje, com os grupos da barra lateral marcados

Print do Quantor em 29/09/2026. Os marcadores são explicados abaixo.

Os grupos Mercado (1), Cenário (2) e Aprender (3) ficam em sequência na barra. As três ferramentas de Papéis (4) vêm no alto: Analisar papel, Rankings e Carteira. E no Mercado hoje, o primeiro número é o Ibovespa (5): 183.828 pontos, +14,1% no ano.

Por que uma pergunta por tela

1. Perguntas diferentes têm relógios diferentes. "Como está o dia?" é pergunta diária. "Em que fase do ciclo estamos?" muda de mês em mês, às vezes de trimestre em trimestre. Num painel único, você acaba reagindo ao barulho do dia com base no macro, ou perdendo a virada do mês por olhar só o dia.

2. Cada pergunta tem sua unidade. Medo se mede contra os últimos dois anos. Fluxo, em reais por tipo de investidor. Um papel, pela régua e pelo balanço. Misturar tudo produz o painel bonito que ninguém sabe ler.

3. Número sem pergunta vira confirmação. Se você abre a plataforma querendo comprar um papel, sempre acha em alguma aba o dado que te dá razão. Se abre com a pergunta antes, a tela responde, e você não escolhe a resposta.

Um exemplo: duas telas conversando

No Mercado hoje de 29/09/2026, o Ibovespa subia 14,1% no ano. Parece um mercado forte. Mas nos Rankings, o cabeçalho de cada universo mostra quantos papéis estão em alta na régua: só 151 das 375 ações da B3, ou 40%. Índice subindo com menos da metade das ações em alta não é maré alta: é dinheiro concentrado em alguns papéis grandes.

Agora a terceira tela, o Risco. O termômetro, de 0 a 100, marcava 62: alerta. Há uma semana estava em 35; há um mês, em 23. Abrindo os componentes, o VIX Brasil (o preço do seguro contra queda do BOVA11, calculado pelo Quantor) estava mais tenso que em 100% dos dias dos dois anos anteriores. O VIX americano, mais calmo que em 71% deles. Medo concentrado na B3, com a bolsa americana tranquila.

Três telas, e a leitura do dia mudou: o índice sobe, a maioria das ações não acompanha, e o medo local está no máximo de dois anos.

Onde o mapa engana

Uma aba sozinha quase nunca decide nada. O Ibovespa parecia forte até a amplitude aparecer. O termômetro diz "alerta", mas só os componentes dizem de onde vem o medo. A pergunta de cada tela é fechada; a resposta costuma precisar de duas telas juntas.

Frequência errada estraga tela boa. Abrir Macro todo dia não traz informação nova, traz ansiedade: a fase do ciclo não muda numa terça-feira. Abrir Mercado hoje uma vez por mês faz perder a virada. E decidir pela régua no meio do mês é o erro mais comum: ela é decidida no fechamento do mês, de propósito.

Na prática

1. Comece pelo grupo Mercado. Mercado hoje e Risco, nessa ordem, de manhã. Trinta segundos.

2. Use O que mudou para não ter que olhar tudo. Ela lista só o que trocou de estado desde o pregão anterior.

3. Olhe a régua dos seus papéis, não o preço. O preço muda o tempo todo; a régua, uma vez por mês.

4. Deixe o Cenário para o fim do mês. Juros, Dólar, Macro e Mundo entram na rotina no fechamento, junto com a decisão.

5. Rankings e Fluxo, uma vez por semana. Um para ver a bolsa inteira, o outro para saber quem está do outro lado.

No Quantor

A barra lateral é o próprio mapa: os quatro grupos, na ordem desta aula. Cada aba tem, no topo, uma frase dizendo o que ela responde, e vários blocos têm um chip "aula · N min" que abre a aula que explica aquele número. A trilha "Ler o mercado em 10 leituras", na fase 2 da Academy, dedica uma aula a cada tela.

Uma pergunta de cada vez. Primeiro o mercado, depois o papel.

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Vinícius Rosacriador do Quantor · professor da AcademyProf. Vinícius RosaCriou o Quantor para ajudar as pessoas a investirem melhor. Trader há 20 anos, engenheiro e programador, autor de O Investidor de Fluxo.

Conteúdo educacional. O Quantor não recomenda compra nem venda de ativos; resultados passados não garantem resultados futuros. Decisões de investimento são de responsabilidade exclusiva do investidor.