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Investir nos EUA direto · Aula 3 de 8

O que comprar lá fora: a lista curta e chata

Lá fora há milhares de ações e ETFs, e isso é mais armadilha que vantagem. Quatro linhas resolvem quase toda carteira, e a ordem delas importa.

por Vinícius Rosa5 min de leituraatualizada em trecho aberto
O que comprar lá fora: a lista curta e chata

A ideia: o cardápio grande é a armadilha

Quem abre a conta pela primeira vez sente o mesmo que alguém numa loja enorme: tudo parece interessante. Ações de empresas que você usa todo dia, ETFs de tecnologia, de inteligência artificial, de dividendos, de ouro, alavancados.

A liberdade é real, e é justamente onde a maioria erra. A carteira que funciona lá fora cabe em quatro linhas, e a primeira delas faz quase todo o trabalho. O resto é complemento, e cada complemento precisa de um motivo que você saiba dizer em uma frase.

As quatro linhas da carteira de quem investe lá fora

Da mais importante para a menos importante. Nenhuma delas é recomendação de compra; é a estrutura.

Linha 1: o ETF do índice amplo

O núcleo é um ETF do S&P 500. Os três mais conhecidos são o IVV, o VOO e o SPY, com taxas entre 0,03% e 0,09% ao ano. Eles fazem a mesma coisa: compram as cerca de 500 maiores empresas americanas no peso de cada uma.

Por que não escolher as melhores empresas e pronto? Porque o índice sobe puxado por poucas, e ninguém sabe de antemão quais serão. Veja os últimos 12 meses nos Rankings do Quantor:

Distribuição do retorno em 12 meses das ações do S&P 500 contra o índice

Cada barra conta quantas ações tiveram retorno naquela faixa. A linha azul é o índice; a amarela, a ação do meio da fila.

O S&P 500 subiu 15,1% em 12 meses até 24/09/2026. A ação do meio da fila (a mediana) subiu 7,3%, metade disso. Das 491 empresas com dado, 194 bateram o índice, 40%, e 207 caíram (retornos no preço, sem dividendos). Quem montou uma carteira com dez "boas empresas" tinha mais chance de ficar abaixo do índice do que acima dele.

O motivo é aritmético: o índice pesa mais as maiores empresas, e quando poucas grandes sobem muito, o índice sobe mais que a empresa típica. Comprar o ETF é garantir que você estará nas que subirem, sejam quais forem.

Linha 2: o caixa em dólar

Todo investidor tem uma parte em caixa: o dinheiro que acabou de chegar, o que sobrou de uma venda, a reserva para aportar numa queda. Lá fora, esse dinheiro não deve ficar parado na conta.

O equivalente ao Tesouro Selic é o T-bill, título do governo americano de até um ano. Dá para comprar direto ou por ETF, como o BIL, que carrega T-bills de 1 a 3 meses. Nos 12 meses até setembro de 2026, o BIL rendeu 3,2% em dólar, com oscilação quase nula.

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Vinícius Rosacriador do Quantor · professor da AcademyProf. Vinícius RosaCriou o Quantor para ajudar as pessoas a investirem melhor. Trader há 20 anos, engenheiro e programador, autor de O Investidor de Fluxo.

Conteúdo educacional. O Quantor não recomenda compra nem venda de ativos; resultados passados não garantem resultados futuros. Decisões de investimento são de responsabilidade exclusiva do investidor.